segunda-feira, 12 de março de 2012

Sarcoma uterino

Hoje relendo alguns comentários, eu vi um de uma pessoa pedindo informações sobre o Sarcoma uterino. Bem fiz uma pesquisa e encontrei uma página maravilhosa que fala sobre oncologia ginecológica, tem muita coisa interessante nesse site, e por isso vou compartilha aqui, pois acho que temos que divulgar o máximo essas informações tão importantes. Ao final tem o nome do site.

Me desculpem as vezes a demora nas respostas. Se eu fosse especialista ficaria mais fácil!! :)



Origem

Os sarcomas de útero são neoplasias malignas raras e respondem a cerca menos de 5% dos casos de câncer de corpo uterino. Ao contrário dos carcinomas que são originários de um epitélio (camada de células que revestem o tecido), eles são originários de um tecido que dá sustentação e que parecem, por exemplo, o músculo liso (miométrio).

Os sarcomas uterinos podem ser dividos em 4 tipos: carcinossarcomas, leiomiossarcomas, sarcoma de estroma endometrial e adenossarcomas (muito raro).

Carcinossarcomas

Os carcinossarcomas também são conhecidos como Tumores Mullerianos Mistos Malignos. São bastante agressivos e frequentemente apresentam disseminação extra-uterina para linfonodos (gânglios), implantes e até à distância para fígado e pulmões. O tratamento inicial é o mesmo de um câncer de endométrio de alto grau (mais agressivo) com retirada do útero, ovários, trompas, omento e linfonodos. A maioria dos casos têm indicação de quimioterapia e radioterapia no pós-operatório.

Leiomiossarcoma

O leiomiossarcoma é originado na camada muscular do corpo do útero (miométrio). Geralmente apresenta aumento importante do volume uterino e alguns casos dor e sangramento. Porém, dentre as pacientes submetidas a histerectomia (retirada do útero) por aumento do volume uterino, menos que 0,5% são ao final leiomiossarcoma. A maioria é mesmo mioma, ou seja, uma proliferação benigna e muito comum da camada muscular.

Os leiomiossarcomas têm como via preferencial de disseminação a via sanguínea e principalmente para pulmões e fígados. Estes devem então ser avaliados com exame de tomografia computadorizada. A cirurgia básica dos leiomiossarcomas é a retirada do corpo e colo do útero. Em pacientes muito jovens é possível preservar os ovários.

Após a cirurgia há indicação de radioterapia em pelve que tem como objetivo evitar que a doença retorne na pelve. O papel da quimioterapia complementar ainda é controverso (deve ser discutido com oncologista clínico), apesar da maioria das recidivas acontecerem à distância em pulmões e fígado.

Sarcoma de Estroma Endometrial

O sarcoma de estroma endometrial é originado do tecido que dá sustentação (estroma) ao epitélio (camada mais superficial) do endométrio. É mais raro que os leiomiossarcomas e tem geralmente crescimento lento. Apresenta receptor para o estrógeno e progesterona e portanto o tratamento da doença disseminada é feito com bloqueio hormonal. A retirada dos ovários em conjunto com o corpo e colo do útero deve ser realizada. A retirada dos linfonodos deve ser encorajada.

FONTE:http://www.oncologiaginecologica.com.br

sexta-feira, 2 de março de 2012

O que você deve saber sobre Linfomas.

Como todos já sabem esse blog tem o intuito de ajudar um pouco as pessoas, paciente e família a entender melhor essa doença. Eu passei por esse susto, hoje estou curada, em julho agora com a graça de Deus completo três anos de termino do tratamento e venho obtendo sucesso em todas as revisões. E assim espero que todos tenham essa mesma vitória.

Por conta do blog, muitos me abordam com perguntas sobre como é passar por isso, como é o tratamento e muito mais. Sempre dou meu depoimento, porem digo que as maiores dúvidas têm que ser tirar com o médico que acompanha, pois ele é o profissional capacitado para melhor responder todas as questões relacionadas. Aqui sempre publico sempre algo que sai em meios de confiança, pois sempre estou atenta a tudo que é de respeito ao que passei, sempre é bom me manter informada, pois torço para um dia a medicina ache algo que combata essas doenças tão dolorosas.

Bem aqui vai um link maravilhoso que explica bem o que devemos saber sobre Linfomas.

Link: http://www.abrale.org.br/apoio_paciente/publicacoes/manuais/af_linfomas_simples_2008.pdf

Obrigada a todos pelas mensagens que sempre recebo de vários lugares do mundo.

Um beijo no coração de cada um e que a paz do Senhor sempre esteja presente na vida de todos nós.

Linfomas Foliculares: Avanços no Diagnóstico e Tratamento


Linfomas Foliculares: Avanços no Diagnóstico e Tratamento


INTRODUÇÃO

Os linfomas não-Hodgkin (LNH) constituem um grupo heterogêneo de desordens linfoproliferativas do sistema imunológico. Sua evolução é determinada por características biológicas que agora começam a ser melhor caracterizadas. Ao contrário de diversas neoplasias comuns, cuja incidência encontra-se em queda, observa-se um aumento neste tipo de neoplasia. Este fenômeno é devido ao diagnóstico mais comum dos linfomas difusos de grandes células B, predominantemente em pacientes mais idosos. As razões para este aumento não podem ser bem estabelecidas, embora seja crescente o número de pacientes diagnosticados com linfoma após terem sido submetidos a tratamentos imunossupressores após transplantes de órgãos sólidos. Nos EUA, os LNH constituem 5% dos cânceres diagnosticados anualmente, sendo responsáveis por cerca de 20.000 óbitos.(1)

Os linfomas devem ser classificados por um sistema capaz de identificar a sua história natural e o seu prognóstico. A classificação Real, recentemente revisada pela Organização Mundial de Saúde (WHO Classification), procurou separar as diferentes entidades de acordo com as características morfológicas, imunofenotípicas, genéticas e clínicas. Do ponto de vista clínico, os linfomas podem ser separados de uma forma ampla em linfomas agressivos e linfomas indolentes. Os linfomas agressivos são potencialmente curáveis com o tratamento quimioterápico inicial e muitos pacientes podem ser resgatados com o transplante de precursores hematopoiéticos. Os linfomas indolentes são geralmente incuráveis com o tratamento convencional, observando-se múltiplas recidivas ao longo de um curso que pode se estender por dez a 20 anos. Os linfomas foliculares representam o grupo predominante dos LNH indolentes, constituindo 22% do grupo como um todo. A introdução de agentes biológicos específicos trouxe novas esperanças para uma melhor sobrevida para estes pacientes.

ASPECTOS MORFOLÓGICOS
E IMUNOFENOTÍPICOS

Os linfomas indolentes são constituídos por pequenos linfócitos – centrócitos – do centro germinativo dos linfonodos. O grau do tumor é definido pela presença de centroblastos (grandes linfócitos). A presença de mais de 15 centroblastos por campo analisado (linfoma folicular grau III) é importante, pois caracteriza uma doença de comportamento mais agressivo, que deve ser abordada como tal. As células do linfoma foliculares expressam imunoglobulina de superfície, sendo IgM em 60% dos casos. Os antígenos que caracterizam o linfócito B - CD19 e CD20 estão presentes. A expressão de CD23 é variável e CD5 está ausente. A presença de CD10 em 60% dos casos pode ser útil na distinção dos demais linfomas indolentes. Observa-se, ainda, o rearranjo dos genes das cadeias leves e cadeias pesadas das imunoglobulinas e hipermutação somática das regiões variáveis dos genes das imunoglobulinas.

CITOGENÉTICA

Cerca de 85% dos pacientes portadores de linfomas foliculares apresentam a translocação (14;18). Nesta translocação, o gene bcl-2 no cromossomo 18 é justaposto à região ativa do gene da cadeia pesada de imunoglobulina no cromossomo 14. Observa-se um aumento da expressão do bcl-2 determinando uma inibição da apoptose, contribuindo para um aumento da sobrevida celular. Isoladamente, o aumento da expressão do bcl-2 não pode ser responsabilizado totalmente pela gênese do processo neoplásico. Esta observação é corroborada pela identificação de t(14;18) em indivíduos normais, bem como em pacientes portadores de linfoma folicular sem evidência de doença, anos após o diagnóstico. Provavelmente outras alterações são necessárias para a manifestação completa da doença. Linfomas que expressam bcl-2 apresentam uma melhor resposta ao tratamento com o rituximab.(2)

PROGNÓSTICO

Fundamental para a adequação terapêutica, a identificação de subgrupos, em uma mesma classificação patológica, permite a caracterização de pacientes com diferentes prognósticos. Para os linfomas agressivos, o Índice Prognóstico Internacional (IPI) baseado na idade, estádio clínico, níveis de desidrogenase lática, índice de Karnofsky e número de sítios extranodais comprometidos constituiu um grande avanço. No entanto, quando aplicado aos linfomas indolentes, apenas um pequeno número de pacientes pode ser classificado no grupo de alto risco e, portanto, o poder discriminatório do IPI para linfomas indolentes é limitado.

Recentemente, Solal-Celigny et al.(3) publicaram uma análise de mais de quatro mil pacientes portadores de linfoma folicular para caracterizar o FLIPI – Índice Prognóstico Internacional de Linfomas Foliculares. Os autores identificaram cinco características associadas com uma sobrevida desfavorável:

1. Mais de quatro áreas nodais comprometidas;
2. Desidrogenase lática sérica elevada;
3. Idade superior a 60 anos;
4. Estádio III ou IV;
5. Hemoglobina sérica inferior a 12 g/dl.

Os pacientes foram classificados como baixo risco quando 0-1 fatores adversos estavam presentes. Pacientes nesta categoria apresentaram uma sobrevida de 70% em dez anos. O grupo de alto risco era constituído por pacientes com mais de três fatores e a sobrevida em dez anos foi de 35%. Os autores foram capazes de discriminar nas três categorias pacientes classificados de uma maneira uniforme pelo IPI. Este novo índice será útil na seleção de tratamentos mais adequados a cada situação específica.

A expressão dos diversos genes que constituem o genoma celular hoje pode ser avaliada pela quantidade de RNAm produzido. O perfil genético dos diversos tumores também tem sido analisado para caracterizar grupos prognósticos. Nos linfomas difusos de grandes células três subgrupos foram caracterizados. O perfil genético foi capaz de discriminar pacientes que pertenciam a um mesmo grupo de risco definido pelo IPI. Um estudo publicado em 2003 demonstrou ser possível, em portadores de linfomas foliculares, caracterizar os respondedores ao tratamento com rituximab pela análise do perfil genético dos tumores.(4) Mais recentemente, um perfil de 81 genes foi capaz de classificar adequadamente 94% dos linfomas foliculares cujo grau histológico não podia ser claramente caracterizado.(5)
A inclusão desta nova estratégia diagnóstica deverá contribuir para a melhor seleção entre as inúmeras modalidades terapêuticas disponíveis para o tratamento dos linfomas foliculares.

TRATAMENTO

O tratamento ideal para os linfomas foliculares é um tema controvertido, pois a doença apresenta um curso prolongado, com sobrevida mediana variável de seis a 12 anos. Ela é considerada incurável, exceto nos estádios iniciais. Neste estádio, a radioterapia em campo estendido e mesmo em campos mais restritos pode determinar uma sobrevida livre de recidivas em dez anos de 50% a 60% e uma sobrevida global superior a 70%. Em estádios mais avançados, a utilização de agentes alquilantes isolados ou mesmo de combinações mais tóxicas não aumentou a sobrevida de pacientes assintomáticos. Portanto, na ausência de adenopatias volumosas ou citopenias sintomáticas, uma conduta freqüentemente empregada consiste apenas na observação sem tratamento específico.

ANTICORPOS MONOCLONAIS

Rituximab (Mabthera®, Rituxan®) é uma imunoglobulina IgG1 anti-CD20 monoclonal quimérica que possui a região constante (Fc) humanizada. O anticorpo apresenta baixa imunogenicidade, podendo ser administrado repetidas vezes. A região constante é responsável pela citotoxicidade (ADCC). A resposta clínica ao tratamento pode ser determinada por polimorfismos do FcRgIII, receptor responsável pela ligação do rituximab na célula NK e em macrófagos.

O rituximab foi aprovado para o tratamento de pacientes com linfomas foliculares em recidiva após o tratamento inicial. Nos estudos iniciais, a taxa de resposta global foi de 48%, com respostas completas variando de 6% a 32%. Não é possível definir se estes resultados são superiores ao tratamento convencional. Entretanto, mesmo em pacientes resistentes ao tratamento original, taxas de resposta de 30% puderam ser documentadas.

Os esquemas habituais utilizam doses de 375 mg/m2 por quatro semanas consecutivas. O aumento do número de doses, bem como da dose individual, não resultou em melhor resposta clínica. Cerca de 40% dos pacientes apresentam resposta quando submetidos ao retratamento, e o tempo livre de progressão pode ser superior àquele observado após o tratamento original.(3) Baseados nesta observação, alguns estudos foram realizados visando prolongar a sobrevida livre de progressão com infusões periódicas do anticorpo. Não foi observada nenhuma diferença significativa no tempo necessário para a introdução de um tratamento alternativo, nem tampouco na sobrevida global. Mais recentemente, um estudo prospectivo documentou maior taxa de resposta quando o rituximab foi utilizado com tratamento inicial. Os respondedores foram então randomizados para receber ou não tratamento de manutenção por um período de oito meses. Uma maior sobrevida livre de eventos foi documentada para o grupo que recebeu a manutenção (23 meses versus 12 meses).(6)

O uso combinado do rituximab com quimioterapia é fundamentado por vários estudos in vitro que indicam o sinergismo destes agentes. A associação de rituximab e CHOP foi documentada em 1999 em um pequeno número de pacientes com doença não volumosa. A taxa de resposta observada foi de 100%, com 58% de respostas completas, sendo documentado o desaparecimento da t(14,18) em sete de oito pacientes que apresentavam a anomalia genética. O tempo mediano de progressão foi de 8,3 anos. Na reunião anual da Sociedade Americana de Hematologia em 2003, foi apresentada uma análise comparativa com 322 pacientes portadores de linfoma folicular tratados inicialmente com a associação de ciclofosfamida, vincristina e prednisona, combinada ou não ao rituximab. A resposta global e a taxa de resposta completa foram superiores com o tratamento combinado (81% e 40% versus 57% e 10%). Embora o efeito na sobrevida ainda não possa ser determinado, o benefício do tratamento combinado também se refletiu em um maior tempo mediano para a progressão: 27 meses para o grupo que recebeu o anticorpo e sete meses para o tratamento quimioterápico isolado.(3)

RADIOIMUNOTERAPIA

A conjugação de isótopos radioativos com o anticorpo monoclonal permite, em tese, vencer alguns mecanismos de resistência, observados com o anticorpo monoclonal isolado. A exposição ao composto radioativo destrói não apenas as células às quais o anticorpo está ligado, mas também células vizinhas que podem não expressar o antígeno-alvo. Dois compostos foram liberados para o tratamento de linfomas foliculares: um que associa o Ytrio-90 (90Y)-ibritumomab tiuxetan (Zevalin®) e outro que incorpora o iodo-131 (131I)-tositumomab (Bexxar®). Estes agentes foram liberados para utilização em linfomas refratários ou recidivados, após tratamento com rituximab. Estudos comparativos com Zevalin® demonstram taxas de respostas superiores àquelas observadas com o rituximab (80% x 56%), entretanto não foi documentada diferença quanto ao tempo de progressão. Estes agentes são mielotóxicos e pacientes considerados para este tratamento devem apresentar envolvimento de medula óssea inferior a 25% e celularidade superior a 15%, contagem de plaquetas superior a 100.000/mm3, mais de 1.500 neutrófilos/mm3 e não devem ter sido submetidos a transplante de precursores hematopoiéticos. Após o tratamento, o nadir ocorre sete a nove semanas após. Infecções não ocorrem de forma significativa na ausência de mucosite grave. Embora exista uma preocupação adicional com o desenvolvimento de leucemia mielóide aguda secundária ou mielodisplasia, este risco é pequeno e mais provavelmente relacionado ao tratamento quimioterápico previamente utilizado. O uso do composto radioativo também não parece comprometer o tratamento subseqüente. Os dois compostos apresentam atividade semelhante e também podem ser considerados no condicionamento de pacientes submetidos a transplante de precursores hematopoiéticos.(1)

TRANSPLANTE DE MEDULA ÓSSEA

Apesar do prognóstico favorável com o tratamento quimioterápico convencional associado ou não ao uso do rituximab, a maioria dos pacientes apresenta recidivas com sobrevida mediana de cerca de cinco anos. O uso do transplante autólogo no tratamento dos linfomas foliculares sempre foi questionado, diante da história natural prolongada e do freqüente comprometimento da medula óssea nestes pacientes. Vários estudos realizados com pacientes em recidiva, utilizando como fonte de células a medula óssea ou o sangue periférico, com ou sem a utilização do tratamento in vitro, determinam uma sobrevida livre de eventos de 32% a 55% em cinco anos, e uma sobrevida global também de 45% a 70% para o mesmo período de seguimento. Os grupos obviamente não eram balanceados e os tratamentos utilizados, heterogêneos. Em novembro de 2003 foram publicados os resultados de um estudo europeu randomizado, no qual 89 pacientes portadores de linfoma folicular em recidiva ou com doença progressiva foram avaliados após três ciclos de CHOP. Vinte e quatro pacientes receberam três ciclos adicionais do mesmo regime, enquanto 65 pacientes foram transplantados, 32 após tratamento in vitro dos precursores hematopoiéticos. Apesar do pequeno número de pacientes, com um período de seguimento mediano de 69 meses, a sobrevida livre de progressão em dois anos foi superior para os pacientes transplantados (58% x 26%) sem uma diferença significativa para o grupo que recebeu o tratamento in vitro. Este fato foi traduzido em uma sobrevida global superior para o mesmo grupo (71% x 46%). Este estudo, embora limitado, confirma o papel do transplante autólogo para pacientes portadores de linfoma folicular em recidiva.(7) Já os resultados preliminares positivos de programas agressivos que incluem a consolidação com altas doses de quimioterapia para pacientes em primeira remissão devem ser confirmados nos estudos prospectivos antes da sua utilização rotineira. O transplante alogênico apresenta um papel ainda mais limitado no manuseio do paciente portador de linfoma folicular. A sua utilização é freqüentemente considerada em pacientes refratários a quimioterapia e com extenso comprometimento medular. A maior toxicidade relacionada ao procedimento, a disponibilidade de um doador e a idade dos pacientes constituem outros fatores limitantes. Uma análise comparativa do registro internacional de transplantes de medula óssea, também publicada em novembro de 2003, descreve maior taxa de recidiva com os transplantes autólogos, quando comparados aos transplantes alogênicos. Entretanto, a curva de sobrevida livre é superponível para aqueles que receberam medula tratada in vitro, com cerca de 40% de pacientes vivos sem sinais de progressão do final de cinco anos.(8) A importância dos transplantes alogênicos no tratamento de linfoma indolentes vem ganhando importância com a demonstração do efeito “enxerto-contra-linfoma” associado aos transplantes não-mieloablativos. A redução da mortalidade associada ao procedimento permitiu a observação de uma sobrevida prolongada, principalmente para pacientes com idade inferior a 50 anos e que não apresentam doença quimiorresistente.(1)

NOVAS PERSPECTIVAS

A abordagem no tratamento dos linfomas vem se modificando. Novas modalidades terapêuticas vêm sendo introduzidas. Ensaios clínicos sugerem que oligonucleotídeos anti-sense contra bcl-2 e vacinas antiidiotípicas deverão ser incorporados brevemente em nosso armamento terapêutico. A utilização do perfil genético dos tumores e de novos fatores prognósticos permitirá a individualização das diversas modalidades de tratamento.(1,3)




FONTE: http://www.praticahospitalar.com.br/pratica%2036/paginas/materia%2019-36.html

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Entrevista de Reynaldo Gianecchini para a revista ÉPOCA.

Esse é um lindo depoimento de força, fé e esperança, estou feliz pelo sucesso do tratamento dele! Que outras pessoas que estão passando por qualquer doença venham a obter esse mesmo sucesso, a CURA!

Ai vai o link da matéria:

Título: Reynaldo Gianecchini: "Meu transplante foi um renascimento"

http://revistaepoca.globo.com/vida/noticia/2012/02/reynaldo-gianecchini-meu-transplante-foi-um-renascimento.html

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Meditar sempre é bom! (As sete leis espirituais do sucesso - Deepak Chopra)

1ª Lei da Potencialidade Pura
As respostas para concretizar qualquer coisa na vida encontram-se em nosso interior.
Aquietar a mente e ouvir a voz do silêncio é a melhor maneira de descobri-las.
O que você pode fazer para entrar em contato com essa primeira Lei:
Duas vezes por dia, fique em silêncio e apenas seja. Comece o dia dizendo:
“Hoje não julgarei nada nem ninguém”.
Não criticar significa manter livre a comunicação com sua consciência maior. Observe a inteligência da natureza. Sentir o perfume de uma flor, abraçar uma árvore ou assistir ao pôr do sol pode ajudar a entrar em contato com todas as coisas vivas.
As ações descritas acima geram nas células memória que traz desejo de repeti-las dia após dia. Assim o hábito tende a se introduzir espontaneamente.
Deepak Chopra explica:
” A quietude por si só é o potencial da criatividade. O movimento por si só é sua expressão”.

2ª Lei da Doação
Tudo flui de maneira contínua no Universo, por isso acredite: dar e receber são atitudes exemplares para quem quer garantir a magia das trocas em uma vida abundante.
O que você pode fazer para entrar em contato com a segunda Lei:
diariamente, procure dar presentes a quem encontrar e veja a energia fluir livre, leve e solta entre os dois pontos.Não importa o quê, mas a intenção.
Pode ser uma palavra; uma oração; uma flor; um sorriso.
Com isso, incentivará a circulação de energia, trazendo abundância e riquezas para si e para o outro.
Esteja sempre aberto para receber algo que lhe deixe feliz: presentes, dinheiro, cumprimentos, orações. agradeça as belezas que a natureza proporciona, como a luz solar; as flores; o barulho do mar; o canto dos pássaros.
Ao dar e receber, faça circular as riquezas materiais e imateriais em sua vida. Em silêncio, sempre deseje felicidade e alegria a quem encontrar.
Quer alegria? Dê alegria.
Quer amor? Dê amor.
Procura atenção? Dê atenção.
“A mera idéia de dar, de abençoar, de oferecer uma simples oração tem o poder de afetar a vida dos outros”, escreve Chopra.

3ª Lei do Carma oo da Causa e Efeito
Quem semeia vento colhe tempestade. Quem semeia felicidade colhe alegria. Ao escolher um ou outro caminho, você cria o futuro, que começa aqui e agora.
Coloque em ação o princípio do carma, ou da causa e efeito, com os seguintes passos:
Observe as escolhas que fará e tenha noção delas.
Diariamente e a todo momento, leve em conta que preparar para o futuro significa se conscientizar do presente. Procure sempre responder as duas perguntas:
“Quais serão as conseqüências desta opção?” e “Essa escolha trará satisfação e felicidade a mim e aos outros afetados por ela?”
Oriente-se pelas mensagens manifestadas por seu corpo, principalmente o coração. Sensações de conforto indicam a direção correta.
Para Chopra, mesmo atitudes impensadas influenciam a energia ao nosso redor e, por extensão, o futuro.

4ª Lei do Mínimo Esforço
A natureza transcorre como deve ser. Aí reside sua sabedoria.
Aceitar os momentos que a vida traz, mesmo os difíceis, é o caminho para transformá-los em benefícios. Coloque em ação o princípio do mínimo esforço com os seguintes passos:
Aceite o presente como deve ser, dizendo diariamente:
“Hoje aceitarei pessoas, situações circunstâncias e fatos como eles se manifestarem” .
E também:
“Minha aceitação será total e completa. Verei as coisas como são no momento em que ocorrerem e não como eu gostaria que fossem”.
Assuma a responsabilidade por determinado problema, sem culpar algo ou alguém, procure se conscientizar das oportunidades para transformá-lo em benefício.
Baixe a guarda. procure flexibilizar seus pontos de vista, permanecendo aberto aos dos outros, mas sem prender a nenhum.
Para Chopra, transpor tal conceito para um cotidiano repleto de embates parece uma tarefa complicada.
Mas, tendo como referência nosso interior e nosso espírito, a adoção de três posturas-chave pode canalizar a energia e auxiliar a travessia por qualquer dificuldade.

5ª Lei da Intenção de e do Desejo
Quando queremos alguma coisa, não é preciso despender uma força enorme para chegar lá. Ao semearmos com atenção o desejo no Universo, ele se concretiza – mas no tempo certo.
Aplique a intenção e o desejo em sua vida com os seguintes passos:
Faça uma lista de seus desejos e carregue-a por onde for. Leia-a antes de meditar e dormir, além de quando acordar.
Solte os desejos no ventre da criação e confie verdadeiramente na idéia de que serão concretizados.
Conscientize- se do momento presente em toda as suas ações e não permita que eventuais obstáculos consumam essa atenção.
Com o exercício de aceitar o presente como ele é, o futuro se manifestará como você espera.
Para Chopra, tudo tem razão de ser. Desse modo, somos capazes até de transformar em oportunidade os eventuais e verdadeiros obstáculos (não imaginários, que costumam ser a maioria).
“Então sereno e inabalável, você segue comprometido com seus sonhos”. Sempre confiante de que quando tiver que ser será.

6ª Lei do Distanciamento
Longe de velhos condicionamentos, vale a pena abrir a alma para a sabedoria do desconhecido e da incerteza. Essa é a formula mágica para acessar a mente criativa do Universo.
Aplique o distanciamento em sua vida com os seguintes passos:
Dê-se a liberdade de ser o que é. Evite impor-se e forçar soluções para problemas – o que pode criar novos.
Exercite o distanciamento. Transforme a incerteza em ingrediente da existência. As soluções tenderão a surgir de maneira espontânea.
Parece paradoxal, mas, quanto mais incerto for o caminho, mais seguro você deverá se sentir. Lembre-se de que essa é a trilha da liberdade.
Perceba a infinidade de escolhas da vida que a transforma numa aventura divertida, mágica e misteriosa.
Segundo Chopra, para conseguir qualquer coisa na natureza, é preciso desistir do apego.
“Não descartar o desejo, mas apenas desistir do apego ao resultado”.
No dia-a-dia, esse “apenas” pode dar trabalho porque, vira e mexe, nos flagramos querendo mostrar nosso poder ou buscar a aprovação dos outros. Pois saiba que se distanciar é uma atitude muito poderosa.
Mesclar este ensinamento com o anterior (a lei da intenção e do desejo) forma o caminho para obter tudo que se deseja.

7ª Lei do Darma ou do Propósito de Vida
Todo mundo tem um talento. E, quando esse dom beneficia os outros, chega-se à exultação do espírito – que é o objetivo supremo na vida. Aplique o darma em sua vida com os seguintes passos:
Nutra a divindade que existe em você, prestando atenção ao que anima seu corpo e sua mente.
Faça uma lista de seus talentos únicos. Depois, produza outra relação das coisas que adora fazer quando expressa esses talentos. Diga então:
“Eu os expresso e os ponho a serviço da humanidade, perco a noção do tempo e crio abundância em minha vida e na dos outros”.
Pergunte-se diariamente:
“Como posso servir?” e “como posso ajudar?”.
As respostas permitirão ajudar seus semelhantes com amor.
Para Chopra, assumimos uma forma física para cumprir um intento particular nesta existência.
Isso quer dizer que cada um de nós apresenta um talento e uma maneira singular de expressá-lo – algo que a gente pode fazer melhor que todo mundo. Dessa forma, trabalharemos com amor, sem perceber o passar das horas.
“É como tecer roupas com fios que vêm do coração”, ensina o poeta Kalil Gilbran.
Já parou um pouquinho para pensar nisso?
Afinal, sempre existe tempo para revolucionar a vida.

Fonte : Por Juciara Cabral e Leandro Gomes
site : http://secretmar.wordpress.com

Autorizado novo tratamento para leucemia pediátrica.

Crianças e adolescentes portadores de Leucemia Mielóide Crônica (LMC) e Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA) passam a contar com mais uma opção de tratamento para estas duas doenças. Publicadas no Diário Oficial da União desta sexta-feira (17), as portarias 114 e 115 estabelecem as diretrizes diagnósticas e terapêuticas para o uso do medicamento Glivec em casos diagnósticos de LMC e LLA.

“As portarias representam um importante avanço porque permitem uma opção de tratamento medicamentoso eficaz, menos doloroso e de mais fácil administração em crianças e adolescentes” , observa o secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Helvécio Magalhães. O medicamento Glivec (cujo princípio ativo é o Mesilato de Imatinibe) é utilizado na forma de comprimido e, desde abril do ano passado, é adquirido de forma centralizada pelo Ministério da Saúde para distribuição, por meio das secretarias de saúde, aos hospitais oncológicos públicos ou conveniados ao Sistema Único de Saúde.

As diretrizes estabelecidas nas portarias 114 e 115 são resultado de duas consultas públicas abertas, pelo Ministério da Saúde, no último mês de novembro. Além de terem sido submetidas a contribuições da sociedade e de especialistas em onco-hematologia de renomados centros médicos nacionais, elas passaram por rigorosa análise da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias do SUS (Conitec) e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Ou seja, os protocolos estão respaldados por estudos clínicos aprofundados e passam a integrar as Diretrizes Diagnósticas e Terapêuticas em Oncologia.

Atualmente, o Glivec é indicado pelos médicos para o tratamento de aproximadamente sete mil pacientes oncológicos (adultos) assistidos pelo SUS.

INCIDÊNCIA

Este ano, estima-se que surjam, no país, cerca de 11,5 mil novos casos de câncer pediátrico de todos os tipos, incluindo as leucemias Mielóide Crônica (LMC) e Linfoblástica Aguda (LLA). Só em 2011, o Ministério da Saúde destinou cerca de R$ 112 milhões para o tratamento de neoplasias malignas em crianças e adolescentes. Estes recursos representaram cerca de 7% do investimento federal em toda a assistência oncológica pelo SUS.

Fonte: Correio do Estado

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Apóie você também!


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Gente vamos apoiar essa bela associação que é a ABRALE, ela luta pelos nossos direitos!

Sou fã da ABRALE!

Espero contar com todos nessa causa...